Escola Paulista de Medicina
Postgraduate Program in Infectious Diseases

Projetos de Pesquisa

seringa vacina

O Programa de Pós-Graduação em Infectologia promove desde 1984 pesquisa clínica, epidemiológica e laboratorial.

 

 

 

 

Estudo de mediastinite por enterobactérias produtoras de carbapenemases em pacientes pós cirurgia cardíaca: análise de aspectos clínico-epidemiológico, microbiológico e molecular de casos ocorridos em um período de cinco anos (2009-2014)

Data: 01/10/2014 - 30/09/2016

A emergência de microrganismos resistentes no ambiente hospitalar nas últimas décadas tem sido uma realidade mundial e tema de grande interesse e preocupação, considerando-se o uso de antibióticos de forma indiscriminada e a falta de novos antimicrobianos no mercado que possam atender a demanda crescente de resistência bacteriana. O surgimento da Klebsiella pneumoniae produtora da enzima carbapenemase (KPC) e posteriormente, a detecção desta enzima em diferentes gêneros de bactérias Gram-negativa, especialmente entre as Enterobactérias Resistentes a Carbapenêmicos (ERC) tem contribuído de forma significativa para o alarmante panorama mundial deste mecanismo de resistência. Neste cenário, a rápida disseminação de ERC em ambientes hospitalares, alta resistência aos antimicrobianos disponíveis, e a crescente taxa de mortalidade descrita em casos de pacientes infectados por estes microrganismos tem sido objeto de estudos visando o melhor conhecimento da evolução clínica e microbiológica destes patógenos. O nosso objetivo com este estudo será: (i) desenvolver um estudo epidemiológico de infecção por ERC através da validação de um modelo espaço-temporal, considerada uma inovação na área da epidemiologia hospitalar, pois este modelo só foi testado em casos de surtos na comunidade, (ii) Avaliar os fatores de risco para pacientes submetidos à cirurgia cardíaca com evolução para mediastinite por ERC através de um estudo caso-caso controle, conforme descrito na metodologia do projeto e (iii) realizar uma investigação microbiológica e molecular dos mecanismos de resistência expressos em todos os isolados clínicos de ERC, evidenciando as constantes modificações do perfil de resistência durante o período de cinco anos do estudo. Para esta finalidade esta sendo montado um banco de microrganismos com as cepas de ERC recuperadas de pacientes que foram cadastrados em um banco de dados clínicos e epidemiológicos do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. A investigação de surto por ERC será realizada através de um modelo espaço-temporal, desenhado especialmente para este estudo, o qual avaliará as proximidades não euclidianas em um ambiente hospitalar. Este estudo poderá elucidar questões relativas aos mecanismos de resistência e possibilidades terapêuticas em casos de ERC com foco nas mediastinites pós-cirurgia cardíaca. A análise minuciosa desta população será de grande benefício para o conhecimento de toda evolução clínica, epidemiológica e molecular das infecções por ERC em uma instituição pública de alta complexidade focada na assistência, ensino e pesquisa na cidade de São Paulo, e que atende pacientes graves provenientes de todas as regiões brasileiras.

Recursos: Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Carlos Roberto Veiga Kiffer

Pesquisadores Externos

Jussimara Nurmberger, Cely Saad Abboud, Antônio Carlos Campos Pignatari

Avaliação da Estrutura e do Mecanismo de ação da Brazilian Klebsiella Carbapenemase – BKC-1, uma nova carbapenemase identificada em amostras clínicas de Klebsiella pneumoniae

Data: 20/11/2014 - 30/11/2017

Em bacilos Gram negativos, a produção de β-lactamases é o fator contribuinte mais importante para a aquisição de resistência aos antimicrobianos β-lactâmicos. As carbapenemases, β-lactamases com eficiência catalítica contra os carbapenens, representam a família mais versátil destas enzimas, possuindo um amplo espectro de atividade, que compreende quase todos os antimicrobianos β-lactâmicos. O objetivo deste estudo é caracterizar genética e bioquimicamente uma nova carbapenemase da classe A de Ambler, identificada em amostras clínicas de Klebsiella pneumoniae resistentes aos carbapenens, isoladas de dois hospitais da cidade de São Paulo.

Recursos: Recursos: CNPq

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Ana Cristina Gales

Pesquisadores Externos

Adriana Nicoletti, Williames Martins, Ana Paula Streling

Complexo Candida parapsilosis: peculiaridades epidemiológicas, virulência e mecanismos de resistência aos antifúngicos

Data: 01/08/2012 - 31/10/2014

Atualmente, Candida spp. responde pela grande maioria dos casos de infecções fúngicas invasivas hospitalares. Apesar de C. albicans ainda ser a espécie mais comumente encontrada como causa de candidemia, nas últimas duas décadas muitas outras espécies de Candida têm emergido como patógenos de importância clínica. Neste contexto, C. parapsilosis caracteriza-se como a segunda espécie de Candida mais isolada na América Latina e alguns países da Europa. Desde 2005, quando C. parapsilosis foi reclassificada em três diferentes espécies, C. parapsilosis (sensu stricto), Candida orthopsilosis e Candida metapsilosis, poucos estudos têm avaliado potenciais peculiaridades biológicas, epidemiológicas e clínicas relacionadas às três espécies do complexo C. parapsilosis. Dessa forma ainda permanece em dúvida se o conhecimento acumulado em relação às infecções por C. parapsilosis (sensu lato) podem ser extrapoladas para casos de infecções invasivas por C. orthopsilosis e C. metapsilosis. Neste cenário, o presente projeto tem como objetivos: 1) Avaliar a epidemiologia das espécies do complexo C. parapsilosis na América Latina; 2) Analisar o perfil de susceptibilidade destes isolados frente aos antifúngicos atualmente utilizados na prática clínica; 3) Identificar e caracterizar os mecanismos envolvidos com a resistência aos azólicos e equinocandinas; 4) Avaliar, utilizando C. elegans como modelo experimental, a patogenicidade dos isolados de C. parapsilosis (sensu stricto), C. orthopsilosis e C. metapsilosis e 5) Descrever e caracterizar os fatores de virulência expressos por isolados de C. parapsilosis (sensu stricto), C. orthopsilosis e C. metapsilosis, durante o desenvolvimento da infecção em Caenorhabditis elegans. Este projeto visa avaliar a epidemiologia das três espécies do complexo C. parapsilosis em centros médicos da América Latina além de identificar possíveis peculiaridades das três espécies com relação ao perfil de sensibilidade aos antifúngicos, expressão de mecanismos de resistência e de patogenicidade envolvidos com o processo infeccioso. Este estudo conta com a colaboração do Laboratório de Farmacolgia Molecular da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Arnaldo Lopes Colombo

Pesquisadores Externos

Ana Carolina Remondi Souza ; Fernando César Bizerra ; Marcelo Alves da Silva Mori ; Mirian Akemi Furuie Hayashi

Avaliação do perfil de sensibilidade aos antimicrobianos, mecanismos de resistência e caracterização genotípica de isolados de Neisseria gonorrhoeae na Cidade de São Paulo - Brasil

Data: 01/08/2016 - 31/07/2018

Gonorreia é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) causada pelo agente etiológico Neisseria gonorrhoeae. Este micro-organismo pode infectar a mucosa urogenital e/ou oro e nasofaríngea por transmissão sexual, causando infecções assintomáticas e sintomáticas. Infecções gonocócicas não tratadas, a longo prazo, podem levar a sequelas como infertilidade, gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica crônica e infecção disseminada. A emergência de resistência aos antimicrobianos entre isolados de N. gonorrhoeae é um grande desafio no controle da doença. Este estudo tem como objetivo principal avaliar o perfil de sensibilidade aos antimicrobianos, determinar os possíveis genes de resistência e analisar o perfil genético de 150 isolados clínicos de N. gonorrhoeae provenientes de pacientes ambulatoriais do Centro de Referência e Treinamento em DST/AIDS - CRT Santa Cruz, São Paulo - SP. Para a realização do estudo, as amostras previamente armazenadas a -70ºC no banco de micro-organismos do CRT-Santa Cruz foram subcultivadas em ágar chocolate (BioMerieux, MarcyI´Etoile, França), enviadas e bancadas a -70ºC no banco de micro-organismo do Laboratório LEMC/Alerta, pertencente à Disciplina de Infectologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Os isolados clínicos de N. gonorrhoeae terão sua identificação confirmada pela técnica de MALDI-TOF. A determinação do perfil de sensibilidade será avaliada pela técnica de diluição em ágar frente à penicilina, à ceftriaxona, à cefuroxima, à cefpodoxima, à tetraciclina, à ciprofloxacina e à azitromicina. As amostras que apresentarem diminuição da sensibilidade aos antimicrobianos testados serão encaminhadas para identificação dos possíveis genes de resistência por PCR e sequenciamento do DNA. A similaridade genética será avaliada. Assim, pretendemos reconhecer quais antimicrobianos poderiam constituir opções terapêuticas, entender os mecanismos de resistência e determinar como a disseminação da resistência pode ter ocorrido entre estes isolados.

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Antônio Carlos Campos Pignatari

Pesquisadores Externos

Dandara Corsi, Ana Carolina Nodari, Rafael Affini, Ana C. Gales

Sepse: integrando a pesquisa básica e a investigação clínica II

Data: 01/04/2012 - 30/06/2017

Sepse é um importante problema de saúde pública, com estimativa de 400.000 casos/ano no Brasil que acarretam cerca de 200.000 óbitos e custos de cerca de U$ 20 bilhões anuais. De patogênese complexa, a morbi/mortalidade depende de fatores do microrganismo infectante, da resposta imune do hospedeiro e de intervenções terapêuticas adequadas. Nesse projeto pretendemos integrar investigação básica e clínica na sepse, com foco na patogênese e desenvolvimento de estratégias de intervenção, educação e difusão de conhecimentos. Para lograr êxito na integração básica e clínica, manteremos a estrutura do temático anterior, baseado em três linhas de investigação: - clínica e epidemiológica: para avaliação multicêntrica de dados epidemiológicos e avaliação do impacto de intervenções; - interface clínico e experimental: para avaliação dos mecanismos de regulação celular durante a sepse e estudo de fatores de patogenicidade dos microrganismos isolados dos pacientes; - estudos experimentais: para avaliação de mecanismos fisiopatológicos e de estratégias de intervenção terapêutica na sepse. Essas linhas estão estruturadas em três eixos integrados de ação: 1- interface clínico e experimental: constituímos rede de hospitais, que acompanharão prospectivamente pacientes com sepse, com armazenamento de informações clínicas e epidemiológicas. Amostras biológicas provenientes de pacientes e controles obtidas da rede de hospitais serão transportadas e processadas em um laboratório central de imunologia e um de microbiologia; 2- Pesquisa experimental: onde serão avaliadas novas hipóteses e potenciais alvos terapêuticos; 3- Estudos epidemiológicos e de intervenção terapêutica.

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Reinaldo Salomão

Pesquisadores Externos

Eliezer Silva, Flavia Ribeiro Machado, Luciano Cesar Pontes de Azevedo, Milena Karina Coló Brunialti

Avaliação da frequência dos poliomavírus WU e Ki em populações atendidas em hospital terciário da Cidade de São Paulo

Data: 01/02/2017 - 31/01/2019

As infecções virais que cometem o aparelho respiratório são responsáveis por altas taxas de morbidade em todo o mundo. Estima-se que cada pessoa adulta pode apresentar de uma a três infecções respiratórias agudas a cada ano. No ano de 2007 dois novos poliomavírus foram descritos, o primeiro denominado KIPyV (Karolinska Institute), e o segundo WUPyV (Washington University). Estudos vêm sendo realizados em diferentes populações , como imunossuprimidos e crianças, porém diversos aspectos ainda não foram avaliados com relação aos novos poliomavírus, como frequência em diferentes populações , associação comprovada como agentes etiológicos de infecções respiratórias , e frequência em pacientes adultos imunocompetentes , imunodeprimidos com ou sem comorbidades. Atualmente não há descrições desses vírus no Brasil. O presente estudo visa investigar, através de PCR em tempo real, a ocorrência dos poliomavírus WUPyV e KIPyV em amostras de pacientes de risco coletadas durante doze anos. A Avaliação dos poliomavírus WUPyV e KIPyV em diferentes populações, com diferentes faixas etárias, diferentes graus de imunossupressão, diferentes apresentações clínicas poderá contribuir para estabelecer o real papel desses vírus como agentes etiológicos de infecções respiratórias. (AU)

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Nancy Cristina Junqueira Bellei

Infecção pelo vírus da hepatite e em pacientes imunocomprometidos: detecção, determinação da carga viral e caracterização molecular

Data: 01/05/2013 - 30/06/2015

O vírus da hepatite E (VHE) pode causar hepatite aguda e crônica em receptores de transplante de órgãos sólidos. Evidência sorológica de infecção pelo VHE foi demonstrada no Brasil anteriormente e um único caso agudo foi confirmado. Dados sobre a frequência e distribuição genotípica do VHE no Brasil são escassos, especialmente em pacientes imunocomprometidos. Esse estudo tem como objetivo determinar a frequência da infecção pelo VHE, a carga viral e a distribuição genotípica em distintas populações de pacientes imunocomprometidos. Um estudo transversal incluindo 800 pacientes imunocomprometidos será conduzido, incluindo receptores de transplante renal, pacientes com HIV/AIDS, pacientes com hepatopatias crônicas, e receptores de transplante de fígado. Amostras de sangue periférico serão analisadas por RT-PCR em tempo real para determinar a presença de carga viral de VHE RNA. As amostras positivas serão submetidas a sequenciamento direto e análise filogenética. (AU)

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Celso Francisco Hernandes Granato

Otimização Das Estratégias Para Implantação Da Vacina Da Dengue No Brasil.

Data:

Recursos: CNPq

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Marcelo Nacimento Burattini

Pneumonia adquirida na comunidade: estudos dos fatores epidemiológicos e prognósticos

Data: 01/06/2006 - 31/05/2009

Estudo prospectivo, multicêntrico nacional sobre epidemiologia e fatores prognósticos dos pacientes com pneumonia adquirida na comunidade que farão o tratamento ambulatorial e internados(enfermaria e unidade de terapia intensiva). Serão admitidos 300 pacientes consecutivos contando com quatro centros fora de São Paulo (Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) e três centros em São Paulo (UNIFESP, Servidor Estadual e Hospital Santa Marcelina). Entrarão para o estudo pacientes maiores de 18 anos de idade, com achados clínicos e radiológicos de pneumonia adquirida na comunidade. Serão coletados dados clínicos, radiológicos e laboratoriais de todos pacientes. Todo material biológico coletado será encaminhado para análise no Centro do Estudo na UNIFESP-EPM.

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Eduardo Alexandrino Sévolo de Medeiros

Infecção pelo herpesvírus humano 6 (HHV 6) após transplante renal: aspectos clinicos/epidemiologicos e utilização de PCR e sorologia como métodos diagnósticos

Data: 01/09/2005 - 29/02/2008

A infecção pelo HHV 6 em transplantados geralmente é assintomática e de evolução benigna, porém muitas manifestações clínicas têm sido relatadas, sendo algumas graves, causando seqüelas. Além disso, o HHV 6 é um vírus imunomodulador, predispondo o hospedeiro a efeitos patogênicos de outros vírus como, por exemplo, o citomegalovírus (CMV). O HHV 6 pode ser adquirido por infecção primária, reinfecção ou reativação viral. A maioria das infecções ocorre nos primeiros 2 meses após o transplante, com maior freqüência entre a segunda e a quarta semana. A incidência de infecção em transplantados renais é de aproximadamente 50%, variando de 23 a 82% de acordo com o método diagnóstico utilizado. Objetivos: 1. Estudar os aspectos clínicos e epidemiológicos da infecção por HHV 6 após transplante renal. 2. Estudar a relação entre a replicação viral do HHV 6 e CMV após transplante renal. 3. Avaliar PCR e sorologia como métodos diagnósticos para infecção por HHV 6. 4. Determinar a soroprevalência para HHV 6 pré-transplante em doadores e receptores. Serão estudados 30 pacientes submetidos a transplante renal, sendo 30% transplante de doador cadáver. O acompanhamento dos pacientes será feito semanalmente durante os primeiros 2 meses após o transplante e depois, a cada 15 dias até o período de 4 meses pós-transplante, e constará de avaliação clínica e coleta de exames laboratoriais (TGO, TGP, uréia, creatinina, hemograma, PCR ("nested") e sorologia (imunofluorescência indireta) para HHV 6 e antigenemia para CMV).

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Luís Fernando Aranha Camargo

Uso de vacina de células dendríticas em associação com estratégias para eliminação de reservatórios virais almejando a cura esterilizante da infecção pelo HIV-1 em pessoas cronicamente infectadas em uso de tratamento antirretroviral

Data: 01/03/2015 - 28/02/2018

Apesar do tratamento antirretroviral atual potencialmente impedir a progressão da doença causada pelo HIV-1 para desfechos como infecções oportunistas e neoplasias relacionadas ao HIV, o processo inflamatório crônico nas pessoas tratadas não é interrompido. Desta forma, lesões de diversos órgãos e tecidos continuam a acontecer a despeito do tratamento eficaz, levando as pessoas infectadas pelo HIV a envelhecimento precoce com potencial perda na expectativa de vida. A cura esterilizante da infecção pelo HIV ainda não é possível com o tratamento atual. As principais causas para a persistência viral são a replicação viral residual vinda especialmente de santuários do HIV e a latência celular onde os medicamentos não atuam. Este projeto oferece uma estratégia combinada para erradicação da infecção crônica pelo HIV entre pacientes previamente tratados com antirretrovirais com tentativas de eliminação da replicação viral residual e interrupção da latência celular/viral. Para tal, será usada como base a combinação de (i) intensificação do tratamento, (ii) inibição das deacetilases histonicas com nicotinamida, (iii) medicamento que muda o fenótipo celular eliminando células de longa vida com sais de ouro e (iv) vacinação de células dendríticas estimuladas pelo vírus autólogo do paciente para eliminação de células cronicamente infectadas em santuários.

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Ricardo Sobhie Diaz

Pesquisadores Externos

Alberto José da Silva Duarte, Ermelindo Della Libera Junior, Luiz Mário Ramos Janini ; Maria Cecilia Araripe Sucupira, Telma Miyuki Oshiro

Análise da diversidade genética em agentes da paracoccidioidomicose usando marcadores AFLP (Amplified Fragment Length Polymorphism)

Data: 01/11/2010 - 31/12/2016

A paracoccidioidomicose (PCM) é infecção fúngica sistêmica com grande prevalência na América Latina, principalmente no Brasil, incidindo, sobretudo, em indivíduos adultos, do sexo masculino e trabalhadores rurais. Seu agente etiológico é um fungo termo-dimórfico pertencente ao gênero Paracoccidioides. Estudos filogenéticos dos agentes da PCM estão se atualizando rapidamente e, recentemente, foi possível identificar duas espécies distintas: P. brasiliensis (com três espécies crípticas S1, PS2 e PS3) e P. lutzii. Com o desenvolvimento da biotecnologia, houve aumento de metodologias com marcadores de DNA para caracterização de isolados, dentre as quais se destaca a técnica de AFLP (Amplified Fragment Length Polymorphism). AFLP permite a detecção do polimorfismo genético em organismos de uma mesma população, a partir da amplificação seletiva por PCR dos fragmentos de DNA genômico, digeridos por enzimas de restrição. Este trabalho tem como objetivo analisar a diversidade genética dos isolados das espécies de Paracoccidioides oriundos de diferentes regiões geográficas brasileiras, através de marcadores AFLP, contribuindo para o conhecimento da epidemiologia do fungo e servindo de subsídio para novas pesquisas, visando à elaboração de estratégias para o controle da doença.

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Zoilo Pires Camargo

Pesquisadores Externos

Leila Maria Lopes Bezerra, Luciano dos Santos Feitosa

Estudo da modulação dos fatores epigenéticos envolvidos nos momentos iniciais da infecção pelo HIV-1 em células TCD4 + no repouso

Data: 01/03/2013 - 01/02/2015

Mecanismos epigenéticos envolvem um conjunto de alterações na cromatina, tais como a metilação do DNA e modificações das histonas que junto com os complexos remodeladores da cromatina, a arquitetura nuclear e os RNA não codificadores definem a estrutura da cromatina e sua atividade transcricional que culminam na alteração do perfil de expressão gênica da célula, sem modificações na sequência do DNA. Acredita-se que vírus e bactérias podem manipular os processos epigenéticos de modo a influenciar nas respostas imune e inflamatória do hospedeiro, o que pode também contribuir para o desenvolvimento de doenças, como câncer. A infecção das células T CD4 +, quer pelo HIV-1 ou pelo vírus da leucemia das células T humanas- 1 (HTLV-1), resulta no aumento da atividade da DNA-metiltransferase celular, uma importante enzima envolvida nas alterações epigenéticas celulares. A metilação no promotor LTR do HIV está intimamente relacionada com a indução do estado de latência viral, embora estudos sugiram que outros fatores além da metilação sejam determinantes para indução da latência. Dados preliminares obtidos pelo nosso grupo mostraram que o HIV-1 infecta linfócitos TCD4+ no repouso, porém o HIV-1 parece não estabelecer infecção produtiva e em níveis capazes de ativar o sistema imune nessas células. Em outro estudo nosso grupo mostram que poucas horas após a infecção, ocorre um aumento da metilação global em células ativadas infectadas. A necessidade de identificarmos os fatores epigenéticos envolvidos na interação vírus-hospedeiro será de grande valia para a melhor compreensão dos fatores que influenciam as etapas principais do ciclo do HIV-1 na célula em repouso ainda pouco estudadas, mais do que isso, a identificação dos fatores envolvidos nesses processos pode fornecer novas estratégias para o tratamento da aids que ao invés de intervir em uma fase mais tardia da infecção (latência), possa interferir nos estágios iniciais da infecção de modo a inibir a entrada, transcrição reversa e/ou integração viral. Assim, o presente estudo pretende investigar quais os fatores epigenéticos, além da metilação, são modulados no ínicio da infecção pelo HIV-1 em células TCD4+ no repouso.

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Luiz Mário Ramos Janini

Pesquisadores Externos

Juliana Terzi Maricato

Alterações epigenéticas em pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1)

Data: 01/06/2013 - 31/05/2015

Embora a terapia antirretroviral seja capaz de controlar a replicação do HIV-1, a principal dificuldade na erradicação da infecção é o estabelecimento de reservatórios virais estáveis nas células infectadas. Esses reservatórios são mantidos em parte por modificações epigenéticas que mantém a infecção latente e controlam a reativação do provírus. Um dos mecanismos epigenéticos que participam desse processo é a metilação da região promotora do HIV-1, que impedem o acesso dos fatores de transcrição ao DNA. Sabe-se dos mecanismos epigenéticos que atuam no genoma do HIV-1, entretanto, não há estudos sobre as modificações no padrão de metilação no genoma humano, que podem interferir na expressão gênica no ambiente celular. No genoma humano, a metilação de regiões promotoras é essencial para a manutenção dos níveis de expressão gênica na célula, que se encontram alterados em pacientes que apresentam divergência na progressão da doença. Posto isso, o trabalho visa identificar alterações nos padrões de metilação no DNA genômico decorrentes da infecção pelo HIV-1 em pacientes controladores de elite e progressores.

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Shirley Cavalcante Vasconcelos Komninakis

Pesquisadores Externos

Ricardo S. Diaz

A evolução genética do HIV entre indivíduos sobre tratamento antirretroviral

Data: 01/08/2014 - 31/07/2017

O HIV-1 é notório pelos altos índices de replicação e alta diversidade genética gerada. Estas características são de fato essenciais para o sucesso deste patógeno propiciando evasão do sistema imune, seleção de variantes resistentes aos antirretrovirais e dificultando sobremaneira o desenvolvimento de vacinas preventivas. O tratamento antirretroviral impede a progressão da doença, mas não elimina por completo o processo inflamatório crônico propiciado pelo vírus. O tratamento antirretroviral também não erradica a infecção pelo HIV em decorrência da latência viral e possivelmente replicação viral residual, sendo fundamental a definição do papel de cada uma destas duas variáveis. Sendo a diversidade e divergência genética do HIV-1 fruto da replicação viral, um tratamento antirretroviral plenamente supressor deveria abolir a evolução genética deste patógeno. Nós hipotetizamos que o tratamento antirretroviral convencional que culmina com a carga viral indetectável não é plenamente supressor, sendo que desta forma haveria ainda uma janela de oportunidade para uma melhora na sua potência, fator fundamental para a cura esterilizante da infecção pelo HIV-1. O presente trabalho visa verificar a diversidade e divergência genética do HIV-1 em pacientes com tratamento antirretroviral supressor utilizando de forma inédita o sequenciamento paralelo maciço. Serão avaliados 50 pacientes da coorte de tratamento do HIV da UNIFESP em dois momentos: pré-tratamento antirretroviral e após quatro anos do início de tratamento antirretroviral com carga viral indetectável. Amostras de sangue estocadas serão submetidas à extração do RNA viral e DNA proviral e as regiões do gene env codificadoras da alça C2V3 e gp41 serão amplificadas por nested-PCR. Em seguida, os produtos de PCR serão submetidos ao sequenciamento paralelo maciço e as sequências geradas analisadas filogeneticamente. Serão analisados marcadores inflamatórios, marcadores de translocação bacteriana e interleucinas antes do início e após período de tratamento vis a vis diversidade e divergência genética do HIV-1.

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Maria Cecília Araripe Sucupira

Pesquisadores Externos

Ricardo S. Diaz, Luiz MarioRamos Janini

Transmissão vertical natural de Flavivirus de interesse médico em Aedes Aegypti e Aedes albopictus

Data: 01/12/2016 - 30/11/2018

Aedes aegypti e Aedes albopictus são vetores importantes na transmissão de várias arboviroses. Entre os vírus transmitidos por artrópodes com importância médica destacam-se os do gênero Flavivírus (família Flaviviridae) como vírus Dengue (DENV), vírus Zika (ZIKV), vírus da Febre Amarela (YF) e Vírus da encefalite Saint Louis (SLEV), os quais possuem grande relevância em saúde pública na atualidade. O Brasil desde a década de 80 tem sido acometido por várias epidemias de Dengue (1-4) e desde maio 2015 o Ministério da Saúde reportou casos autóctones de ZIKV aumentando o impacto dos vírus transmitidos pelo Aedes aegypti no sistema de saúde do Brasil.Seu principal vetor é o Aedes aegypti, o qual também é vetor da febre amarela, e como vetor secundário é incriminado o Aedes albopictus. Uma vez infectado, o mosquito permanece com o vírus por toda sua vida, transmitindo a doença através da picada. Outra forma do Aedes aegypti adquirir o vírus é através da transmissão vertical, também chamada de transmissão transovariana, ou seja, quando a fêmea, infectada pelo DENV transfere o vírus à prole ao realizar a postura, e as mesmas já nascem infectadas. A transmissão transovariana em A. aegypti, pode desempenhar um papel significativo na manutenção do vírus da dengue na natureza, permitindo que o vírus sobreviva à seca ou estações frias, ou mesmo ausência temporária de hospedeiros, enquanto é transmitido verticalmente por várias gerações do mosquito. Existem relatos sobre a transmissão vertical do DENV em populações de A. aegypti e A. albopictus dentro e fora do Brasil. A transmissão vertical pode ser identificada na fase larval do mosquito, ou mesmo ainda no ovo. A presença de vírus em ovo, larva ou mosquito coletado em campo pode ser detectada de seis a oito semanas antes do início de um possível ciclo epidemico. Sabendo da existência do vírus nestas formas de vida, podem-se aprimorar as formas de vigilância. Com isso, o objetivo deste trabalho é detectar a presença de Flavivírus de importância médica em larvas de A. aegypti e A. albopictus através de análise molecular. Para tal serão realizados PCR's em tempo real de pool's de larvas no 4º estágio, após eclosão em insetário. Uma vez detectada a presença do vírus nas larvas provenientes dos ovos coletados, ou seja, antes de sua capacidade de transmissão, espera-se aprimorar as estratégias de vigilância e controle.

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Isabel Maria Vicente Guedes de Carvalho Mello

Pesquisadores Externos

Camila Malta Romano, Carlos José Pereira da Cunha de Araújo Coutinho

Biologia molecular e celular do parasitismo por Trypanosoma cruzi

Data: 01/03/2012 - 31/05/2016

O Trypanosoma cruzi é um protozoário flagelado causador da doença de Chagas que afeta 15-16 milhões de indivíduos na América Latina. A transmissão vetorial do T. cruzi ainda é ativa em várias regiões. Devido à migração populacional de regiões endêmicas para países desenvolvidos, atualmente há um número considerável de indivíduos infectados com T. cruzi nos Estados Unidos, Europa, Japão e Austrália. No Brasil, após o controle de Triatoma infestans e da transmissão por transfusão sanguínea, à infecção oral é o mecanismo mais importante de aquisição do T. cruzi. Com o objetivo de elucidar os mecanismos de invasão celular e o parasitismo intracelular por T. cruzi, apenas parcialmente conhecidos, pretendemos identificar os componentes moleculares e celulares, vias de sinalização no parasita e na célula hospedeira, utilizando diferentes formas do parasita, células de mamíferos e camundongos transgênicos deficientes em diversos componentes, como parasitas transgênicos expressando diferentes versões das diversas moléculas. T. cruzi compreende populações geneticamente heterogêneas, com características genotípicas e fenotípicas diversas, inclusive na adaptação e virulência do parasita ao hospedeiro. Propomos neste projeto a análise comparativa do cariotipo e das extremidades cromossômicas de diferentes linhagens de T. cruzi e espécies de tripanossomos de mamíferos, incluindo estudos de evolução cromossômica. Trata-se de um projeto multidisciplinar, proposto por pesquisadores com experiência em Protozoologia, com ênfase em Biologia Celular e Molecular. Os pesquisadores proponentes colaboram há vários anos, de maneira bastante produtiva. Pretendemos com a colaboração de pesquisadores no Brasil e no exterior, contribuir para o avanço dos temas propostos.

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

José Franco da Silveira Filho

Pesquisadores Externos

Nobuko Yoshida ; Renato Arruda Mortara

O papel imunomodulatório das vesículas extracelulares liberadas por macrófagos infectados pelo Trypanosoma cruzi

Data: 01/09/2016 - 31/08/2018

Formas infectivas do Trypanosoma cruzi, o causador da Doença de Chagas, liberam vesículas ricas em glicoproteínas que quando injetadas em camundongos modulam a infecção pelo parasita. As vesículas liberadas por tripomastigotas da cepa Y aumentam o parasitismo, porque causam inflamação dos tecidos do coração através da ação de TNF-±, IL-12 e NO. Nogueira et al (2015) mostrou que as vesículas isoladas das cepas YuYu e CL-14, como as da cepa Y, induziram a produção de NO, TNF-± e IL-6 via TLR2 uma vez que não ocorreu em macrófagos provenientes de animais nocaute para TLR2. Já vesículas da cepa Colombiana induziram níveis abaixo do limiar de detecção destas citocinas pró-inflamatórias e de NO. As vesículas de todas as cepas analisadas ativaram as vias de sinalização das MAPKs, porém esta ativação foi tardia na cepa Colombiana, explicando a baixa produção das citocinas pró-inflamatórias. Nossos resultados mostram que vesículas liberadas pelos tripomastigotas de diversos isolados levam ao estimulo celular em diferentes níveis via receptor TLR2, o que pode estar relacionado ao progresso da infecção em cada um dos diversos isolados. Com base nos dados obtidos pelo nosso grupo, o objetivo deste trabalho será compreender como as vesículas secretadas por macrófagos infectados pelo T. cruzi ativam o sistema imune e a inflamação.

Recursos: FAPESP

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Ana Claudia Trocoli Torrecilhas

Prevalência de Polimorfismos IL28B entre doadores de sangue e sua relação com perfil genômico de ancestralidade no Brasil

Data: 01/02/2010 - 01/10/2014

O objetivo do projeto é estudar diversos parâmetros da imunidade inata e polimorfismos genéticos associados com o clareamento viral ou evolução crônica após infecção pelo vírus da hepatite C.

Recursos: Associação Beneficente de Coleta de Sangue

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Adauto Castelo Filho

Pesquisadores Externos

Renata Rizzo

Um estudo de revisão da tabela de oportunidades de mudança antecipada e de alta antecipada no tratamento de infecções complicadas e documentadas da pele e tecidos moles devido a Staphylococcus aureus resistentes a meticilina em mercados emergent

Data: 01/02/2015

O objetivo deste estudo é avaliar o valor econômico de saúde usando uma linha IV reduzida e o período de estadia usando terapia oral de mudança de linezolida (Zyvox) para pacientes com infecções complicadas da pele e tecidos moles devido a Staphylococcus aureus resistentes a meticilina. Um objetivo associado é determinar as características do paciente que ajudem prever a elegibilidade para uma mudança antecipada e uma alta antecipada do estudo na população do estudo.

Recursos: Pfizer

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina

Guilherme Henrique Campos Furtado

Pesquisadores Externos

Juliana Oliveira Silva, Marilia Pinto Federico

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